Os países do BRICS avaliam a criação de uma autoridade sanitária do BRICS para estabelecer regras e facilitar o comércio de produtos agrícolas entre os integrantes do bloco. A proposta foi apresentada pela Rússia durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo e ainda está em fase inicial.
A ideia é criar uma estrutura responsável por tratar de questões sanitárias relacionadas ao comércio entre os países, principalmente no reconhecimento de certificados e na definição de protocolos para exportação de produtos de origem animal e vegetal.
Segundo Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a proposta poderia facilitar as negociações sanitárias entre os integrantes do BRICS e reduzir obstáculos para a entrada de produtos nos diferentes mercados. A entidade pretende levar o assunto ao Itamaraty e solicitar apoio do governo brasileiro.
A criação de uma autoridade sanitária do BRICS reuniria grandes produtores e consumidores em torno de normas comuns para o comércio agrícola. A intenção é evitar que cada país tenha processos muito diferentes para reconhecer certificados sanitários e autorizar a entrada de mercadorias.
A discussão ocorre em um momento de crescimento das relações comerciais entre os países do bloco. Atualmente, o BRICS reúne Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.
O comércio de carnes é um dos setores que pode ser beneficiado pela medida. As exportações brasileiras de carne bovina para países do BRICS somaram US$ 5,101 bilhões, com embarques de aproximadamente 836,3 mil toneladas.
Por enquanto, a proposta de criação da autoridade sanitária do BRICS não foi formalizada como um acordo. O tema ainda depende de discussões entre os governos e de uma possível articulação diplomática para definir como o mecanismo funcionaria.









