No Brasil, cerca de 87 mulheres a cada 100 mil são vítimas desse tipo de crime
Desde que passou a ser considerado crime em 2021, o stalking – perseguição constante e obsessiva – já afetou mais de 2 mil pessoas em Mato Grosso do Sul. Entre 2023 e 2024, o Estado contabilizou 1.223 casos em 2023 e 779 em 2024.
Apesar da redução aparente, especialistas alertam que muitos casos não chegam a ser denunciados, seja por medo ou desconhecimento de que a prática configura crime. Quando realizado por companheiros ou ex-companheiros, o stalking também se relaciona à violência doméstica.
No país, os registros desse crime cresceram nos últimos anos, atingindo aproximadamente 87 vítimas a cada 100 mil mulheres. O comportamento envolve vigilância constante, envio repetitivo de mensagens, ameaças e tentativas obsessivas de contato, levando as vítimas a alterar rotinas, evitar lugares e viver sob medo constante.
Segundo psicólogos, o stalker geralmente mantém algum vínculo afetivo anterior e não aceita o término de relações. O comportamento não deve ser romantizado, pois representa violência e causa impacto significativo na saúde emocional das vítimas.
Mulheres em Campo Grande podem buscar apoio na Casa da Mulher Brasileira, onde recebem atendimento psicológico, orientação jurídica e apoio policial. A cidade também oferece um botão de emergência no aplicativo Proteja Mais Mulher, que envia alerta imediato à Guarda Municipal em situações de risco.
O crime de perseguição está previsto no Código Penal desde 2021, com pena de seis meses a dois anos de reclusão, além de multa. Em Mato Grosso do Sul, uma lei estadual complementa a legislação, promovendo conscientização e prevenção, incentivando denúncias e proteção às vítimas.








