O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a oferecer 9 novos medicamentos para o tratamento do câncer em diferentes regiões do Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a previsão é disponibilizar 23 novos medicamentos oncológicos até o fim de 2026, ampliando em 35% as opções de tratamento na rede pública.
A iniciativa deve beneficiar mais de 116 mil pessoas com diferentes tipos de câncer, incluindo tumores de mama, próstata, pulmão, rim e estômago, além de alguns tipos de linfoma. A oferta começa em 20 centros de tratamento e deve ser ampliada para as demais unidades até o fim do ano.
Medicamentos podem melhorar a qualidade de vida
Entre os medicamentos incluídos está o abemaciclibe, indicado para determinados casos de câncer de mama. Na rede privada, o tratamento pode custar cerca de R$ 366 mil.
O trastuzumabe, que já era utilizado no SUS contra o câncer de mama, também terá o uso ampliado para pacientes com câncer de estômago. Outro medicamento disponibilizado é o pazopanibe, indicado para casos de câncer renal metastático.
A lista inclui ainda opções para tratar câncer de próstata, pulmão e tireoide, além de tumores neuroendócrinos e diferentes tipos de linfoma. Os tratamentos podem contribuir para aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, conforme o tipo e o estágio da doença.
Investimento e ampliação do atendimento
Para viabilizar a oferta dos novos medicamentos, o Ministério da Saúde adotou diferentes estratégias de compra e negociação de preços com fornecedores. O investimento anual previsto para a aquisição dos 9 medicamentos desta etapa é de R$ 155,4 milhões.
A ampliação faz parte da Assistência Farmacêutica Oncológica, iniciativa que organiza o financiamento e a distribuição de medicamentos contra o câncer no SUS. O objetivo é facilitar o acesso aos tratamentos e garantir que os produtos cheguem aos serviços especializados.
A expectativa do governo federal é que, até o fim de 2026, os 23 novos medicamentos estejam disponíveis para atender à demanda prevista na rede pública de saúde.
Fonte: Ministério da Saúde e Agência Brasil.








