Novas tecnologias ajudam brigadistas a combater incêndios no Cerrado

Foto: Canva

As tecnologias para combater incêndios no Cerrado estão transformando a atuação de brigadistas e equipes ambientais em diversas regiões do Brasil. Ferramentas como torres de monitoramento em tempo real, algoritmos de detecção de fumaça e aplicativos que funcionam sem internet estão reduzindo o tempo de resposta aos focos de fogo e fortalecendo a proteção das áreas naturais.

As iniciativas são apoiadas pelo Programa Copaíbas, que atua na conservação dos biomas Amazônia e Cerrado por meio de ações voltadas à redução do desmatamento, fortalecimento de unidades de conservação e apoio a comunidades tradicionais.

Monitoramento em tempo real amplia proteção ambiental

Uma das principais tecnologias para combater incêndios no Cerrado foi instalada no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul. A torre equipada com câmeras de alta resolução começou a operar em maio e utiliza inteligência artificial para identificar sinais iniciais de fumaça quase em tempo real.

O sistema envia alertas imediatos para as equipes responsáveis pelo monitoramento, permitindo uma resposta mais rápida aos incêndios. Segundo os responsáveis pelo projeto, a cobertura já alcança cerca de 90% dos 76 mil hectares da unidade de conservação.

Além da tecnologia, o projeto também contempla capacitação de brigadas comunitárias, treinamento para uso dos equipamentos e ações de educação ambiental.

O diferencial do equipamento está na utilização de algoritmos capazes de analisar imagens continuamente e identificar possíveis focos de incêndio antes que eles se espalhem.

Diferentemente dos sistemas baseados apenas em imagens de satélite, que podem apresentar atrasos na detecção, a nova tecnologia permite monitoramento constante e envio instantâneo de alertas às equipes em campo.

A expectativa é que o uso da inteligência artificial contribua para reduzir danos ambientais e aumentar a eficiência das operações de combate ao fogo.

Outra ferramenta importante entre as tecnologias para combater incêndios no Cerrado é o aplicativo Caminho do Fogo, desenvolvido pela Rede Contra Fogo.

O sistema permite registrar ocorrências, monitorar deslocamentos, compartilhar informações entre equipes e acompanhar operações de combate aos incêndios mesmo em locais sem acesso à internet.

Entre os recursos disponíveis estão:

  • Registro de focos de incêndio;
  • Localização das equipes em campo;
  • Mapeamento de trajetos percorridos;
  • Compartilhamento de informações operacionais;
  • Produção de relatórios de ocorrência.

A ferramenta já está sendo testada em regiões como Alter do Chão, no Pará, e no Parque Nacional das Emas, em Goiás.

Desde 2022, o Programa Copaíbas investe na aquisição de equipamentos, equipamentos de proteção individual e ações de Manejo Integrado do Fogo (MIF).

Em 2025, o programa destinou R$ 5 milhões para projetos voltados ao combate aos incêndios em unidades de conservação e áreas do entorno.

O objetivo é fortalecer a prevenção, ampliar a capacidade de resposta das brigadas comunitárias e reduzir os impactos das queimadas nos biomas brasileiros.

O avanço das tecnologias para combater incêndios no Cerrado representa um importante aliado na preservação ambiental. Com monitoramento em tempo real, inteligência artificial e aplicativos especializados, brigadistas conseguem agir com mais rapidez, segurança e eficiência diante dos focos de incêndio.

A expectativa é que novas soluções tecnológicas continuem sendo incorporadas às estratégias de prevenção e combate ao fogo, contribuindo para a proteção do Cerrado e de outras áreas naturais do país.

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