Procura pela vacina da gripe diminui e frio pode aumentar circulação do vírus

Foto: Canva

A vacinação contra a gripe em Campo Grande segue abaixo do esperado e preocupa autoridades de saúde com a chegada das frentes frias. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), a cobertura da vacina da gripe em Campo Grande está em apenas 30,7% entre os grupos prioritários.

O imunizante está disponível gratuitamente em mais de 70 unidades básicas de saúde (UBSs) e unidades de saúde da família (USFs) espalhadas pelas sete regiões urbanas e distritos da Capital.

A campanha é direcionada principalmente para crianças entre seis meses e menores de seis anos, idosos, gestantes, puérperas e pessoas com comorbidades. A ampliação para outros públicos depende do envio de doses e autorização do Ministério da Saúde.

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo, a vacina é essencial para reduzir complicações causadas pela influenza e evitar casos graves da doença.

Com a queda das temperaturas, aumenta também a circulação de vírus respiratórios, elevando o risco de gripe, resfriados e complicações respiratórias, principalmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas.

Dados divulgados pela Sesau apontam que Campo Grande registrou 753 notificações e 49 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e maio de 2026.

As autoridades de saúde alertam que os reflexos da onda de frio devem aumentar a procura por atendimentos médicos nos próximos dias.

Entre os sintomas mais comuns da gripe estão febre, tosse seca, dor de garganta, coriza, dor no corpo, dor de cabeça e mal-estar.

A transmissão ocorre principalmente por gotículas respiratórias expelidas ao tossir, espirrar ou falar, além do contato com superfícies contaminadas.

Além da vacinação, especialistas reforçam medidas preventivas como uso de máscara em casos de sintomas gripais, lavagem frequente das mãos, uso de álcool em gel, ventilação dos ambientes e evitar aglomerações em locais fechados.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a imunização continua sendo a principal forma de prevenção contra casos graves de influenza e pede que o público prioritário procure as unidades de saúde o quanto antes.

Com informações de Correio do Estado

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