Outubro Rosa: mastologista alerta para sinais do câncer de mama e importância do diagnóstico precoce

Especialista explica quais alterações nas mamas merecem investigação, quando iniciar o rastreamento e esclarece dúvidas sobre mamografia, genética e fatores de risco.

O câncer de mama pode se manifestar de diferentes formas e nem sempre provoca um caroço perceptível. Durante entrevista ao Café com Blink, a mastologista e cirurgiã Carolina Pompermaier destacou a importância de conhecer o próprio corpo e procurar avaliação médica diante de alterações persistentes.

Entre os sinais que merecem atenção estão caroços na mama ou na axila, mudanças na pele, retrações, alteração no mamilo, mudança de coloração e secreções, principalmente quando apresentam sangue ou aspecto transparente. Segundo a médica, alterações que persistem por mais de um ciclo menstrual devem ser avaliadas por um profissional.

“Conhecer as próprias mamas” não significa substituir o acompanhamento médico. A especialista ressaltou que o rastreamento tem justamente o objetivo de identificar alterações antes do surgimento de sintomas.

Mamografia e idade para o rastreamento

Durante a entrevista, Carolina explicou que, de forma geral, o acompanhamento da saúde das mamas começa ainda na vida adulta, com exame físico e avaliação médica. A partir dos 40 anos, a mamografia passa a fazer parte do rastreamento, conforme a orientação apresentada pela especialista.

A médica também reforçou que mulheres com histórico familiar importante podem precisar de uma estratégia diferente de acompanhamento. Nesses casos, fatores como a idade em que familiares foram diagnosticados, quantidade de parentes afetados e tipos de câncer presentes na família são considerados. Quando a mãe, por exemplo, teve câncer de mama aos 45 anos, o acompanhamento da filha pode começar antes, conforme avaliação individual de risco.

Histórico familiar pode exigir avaliação genética

Carolina explicou que a maior parte das mulheres diagnosticadas com câncer de mama não apresenta uma mutação genética associada. No entanto, determinados históricos familiares podem indicar a necessidade de investigação genética.

Casos de câncer de mama, ovário ou pâncreas na família, especialmente quando há vários parentes afetados, podem ser considerados na avaliação. A especialista destacou que o acompanhamento deve ser individualizado e que a decisão sobre realizar testes genéticos deve ser compartilhada entre paciente e equipe médica.

A avaliação com um profissional especializado em oncogenética pode ajudar a identificar quais mutações devem ser investigadas e quais medidas de acompanhamento são adequadas para cada família.

Mulheres jovens também podem ter câncer de mama

Embora seja menos frequente entre mulheres jovens, o câncer de mama também pode ocorrer nessa faixa etária. Por isso, a mastologista alertou para que a idade não seja usada como motivo para ignorar alterações.

Mudanças percebidas nas mamas devem ser comunicadas ao médico, independentemente da idade. A avaliação precoce pode evitar que um possível diagnóstico seja retardado pela ideia de que “é cedo demais” para ter câncer de mama.

Mamografia pode causar desconforto, mas exame é importante

Outro tema abordado durante a entrevista foi o desconforto provocado pela mamografia. Carolina explicou que o exame pode causar dor ou sensibilidade porque a mama precisa ser comprimida durante a realização das imagens.

Para algumas mulheres, uma alternativa é programar o exame para um período em que as mamas estejam menos sensíveis, como cerca de uma semana após o ciclo menstrual. A médica também explicou que, em determinados casos, pode ser conversado com o profissional responsável sobre o uso de analgésico antes do procedimento.

A recomendação é não deixar que o receio do exame impeça o acompanhamento. A mamografia é utilizada justamente para identificar alterações que ainda não podem ser percebidas pelo toque.

Homens também podem desenvolver câncer de mama

Apesar de raro, o câncer de mama também pode atingir homens. A especialista explicou que eles representam cerca de 1% dos casos.

Caroço na mama, alterações no mamilo, retração ou secreção são sinais que também devem ser investigados nos homens. O histórico familiar é outro fator que merece atenção.

Diagnóstico precoce amplia possibilidades de tratamento

Segundo Carolina, identificar o câncer em estágio inicial pode aumentar as possibilidades de tratamento e permitir intervenções menos agressivas. A médica também ressaltou que a área de oncologia passa por atualizações constantes, tornando importante o acompanhamento com profissionais que estejam atualizados.

Para quem ainda adia os exames por falta de tempo, a orientação da especialista é colocar a própria saúde entre as prioridades. “Não se deixar de lado” foi uma das principais mensagens deixadas pela médica durante a entrevista. A recomendação é procurar atendimento diante de qualquer alteração persistente e manter o rastreamento indicado para cada faixa etária e perfil de risco.

O conteúdo fez parte do especial Outubro Rosa do Café com Blink, que também reforça que o cuidado com a saúde das mamas deve continuar durante todo o ano, e não apenas no mês dedicado à campanha. Para assistir a entrevista completa, acesse nosso canal no Youtube!

Assista a Blink ao vivo.

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