Tumulto encerra sessão da Câmara e adia explicações sobre tapa-buraco

Câmara Municipal de CG)

Uma confusão durante a sessão da Câmara Municipal de Campo Grande, nesta terça-feira (20), interrompeu os trabalhos e impediu que os vereadores concluíssem os questionamentos sobre a operação tapa-buraco na Capital. O episódio ocorreu enquanto o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão, prestava esclarecimentos sobre a manutenção das ruas.

A confusão começou durante a manifestação de um comerciante, que levou ao plenário uma maquete de isopor que simulava um buraco no asfalto para protestar contra as condições das vias. Durante o episódio, um servidor municipal, acabou quebrando o material.

A situação provocou tumulto entre as pessoas que acompanhavam a sessão. Guardas municipais tentaram retirar o servidor do plenário e, diante da falta de segurança para continuar os trabalhos, o presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), encerrou a sessão.

Presidente classifica episódio como provocação institucional

Após a confusão, Papy afirmou que lamenta o ocorrido e classificou o episódio como uma “provocação institucional”. Apesar da crítica, disse não ter elementos para responsabilizar diretamente a prefeita Adriane Lopes (PP) pela mobilização de servidores durante a sessão.

O presidente também afirmou que a interrupção foi necessária para evitar que o conflito se agravasse durante os questionamentos ao secretário. Segundo ele, a convocação de André Brandão representa uma resposta à população, que cobra melhorias nas ruas da Capital.

O secretário, por sua vez, lamentou o episódio e afirmou que o Executivo municipal tomará as providências cabíveis. Ele também se colocou à disposição para prestar os esclarecimentos solicitados pelos vereadores.

Depois do encerramento, os vereadores se reuniram para discutir o ocorrido e decidiram manter a convocação do secretário para a próxima terça-feira (27). A nova data foi anunciada por Papy, que explicou que não será necessária outra votação, pois o requerimento já havia sido aprovado.

A sessão tinha como objetivo esclarecer dúvidas sobre os custos, os contratos, os prazos e a execução dos serviços de tapa-buraco. Entre os pontos que seriam abordados estão o vencimento de contratos sem novas licitações e o esgotamento dos recursos disponíveis para a manutenção das vias.

Segundo Papy, esses problemas contribuíram para que Campo Grande ficasse quase 4 meses sem operação de tapa-buraco ativa.

CPI do tapa-buraco segue como iniciativa separada

O episódio ocorre em meio à articulação para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar possíveis irregularidades nos contratos e na execução dos serviços de tapa-buraco.

A proposta apresentada pela vereadora Luiza Ribeiro (PT) busca apurar problemas na manutenção das ruas, a aplicação de recursos públicos e a falta de respostas às reclamações da população. O requerimento recebeu apoio de vereadores e segue os trâmites internos da Câmara.

Papy ressaltou que a convocação do secretário e a CPI são instrumentos diferentes de fiscalização. A oitiva de André Brandão tem como objetivo obter explicações sobre a situação das vias, enquanto a comissão parlamentar pretende aprofundar a investigação sobre os contratos e a execução dos serviços.

Com a sessão remarcada, os vereadores devem retomar a cobrança por respostas na próxima semana, enquanto a população continua aguardando soluções para os problemas de pavimentação da Capital.

Fontes: Diário Digital e Correio do Estado.

Assista a Blink ao vivo.

Compartilhe o texto: