Por apenas um voto, vereadores decidiram manter veto da prefeita; aumento é alvo de críticas e segue suspenso por decisões judiciais
A decisão da Câmara Municipal de Campo Grande sobre o aumento do IPTU e da taxa do lixo para 2026 continua gerando forte repercussão entre moradores da Capital. Em votação realizada nesta semana, oito vereadores decidiram manter o veto da prefeita ao projeto que suspendia o reajuste. Com isso, o aumento segue valendo.
A proposta para derrubar o veto precisava de um voto a mais para ser aprovada. Ao todo, 14 vereadores votaram pela derrubada, mas não alcançaram o número necessário. A diferença mínima intensificou o debate, principalmente porque alguns parlamentares não compareceram à sessão decisiva.
Para parte da população, o reajuste é considerado abusivo, com casos em que os valores poderiam chegar a quase 400% de aumento. O impacto atinge diretamente o orçamento das famílias e também das empresas da cidade.
Como votaram os vereadores
Votaram pela derrubada do veto: André Salineiro (PL), Ana Portela (PL), Clodoilson Pires (Podemos), Flávio Cabo Almi (PSDB), Herculano Borges (Republicanos), Jean Ferreira (PT), Luiza Ribeiro (PT), Maicon Nogueira (PP), Marquinhos Trad (PDT), Otávio Trad (PSD), Professor Riverton (PP), Rafael Tavares (PL), Ronilço Guerreiro (Podemos) e Veterinário Francisco (União Brasil), totalizando 14 votos.
Pela manutenção do veto votaram: Beto Avelar (PP), Carlão (PSB), Delei Pinheiro (PP), Dr. Jamal (MDB), Dr. Victor Rocha (PSDB), Leinha (Avante), Prof. Juari (PSDB) e Wilson Lands (Avante)
Estiveram ausentes na sessão: Lívio Leite (União), Fábio Rocha (União), Júnior Coringa (MDB), Landmark (PT), Neto Santos (Republicanos) e Silvio Pitu (PSDB).
A votação também chamou atenção por mudanças de posicionamento. Vereadores como Carlão, Dr. Jamal e Leinha haviam votado anteriormente a favor da suspensão do decreto, em janeiro, mas agora optaram por manter o veto.
Outro ponto que gerou questionamentos foi a atuação do presidente da Câmara, Pape. Em janeiro, ele participou da votação. Já nesta sessão, não votou por estar presidindo os trabalhos. A situação levantou discussões sobre o regimento interno da Casa e em quais circunstâncias o presidente pode ou não registrar voto.
Debate segue na Justiça
Apesar da decisão da Câmara, o aumento do IPTU e da taxa do lixo continua suspenso por decisões judiciais que barraram reajustes acima da inflação. No entanto, há movimentações para que essas decisões sejam revistas.
O tema tem sido alvo de críticas de advogados, representantes do Ministério Público, especialistas e moradores, que questionam a legalidade e o momento do reajuste, especialmente diante de reclamações sobre a qualidade de serviços públicos como saúde, infraestrutura e assistência social.









