Casos de chikungunya avançam e colocam estado em alerta, diz secretária-adjunta da SES

Casos de chikungunya avançam e colocam estado em alerta, diz secretária-adjunta da SES
Casos de chikungunya avançam e colocam estado em alerta, diz secretária-adjunta da SES

Alta nas notificações, mortes e cenário epidêmico em cidades como Dourados mobilizam força-tarefa e reforçam orientações à população

O aumento dos casos de chikungunya em Mato Grosso do Sul acendeu um alerta nas autoridades de saúde em 2026. Dados das primeiras semanas do ano indicam que o número de registros mais que dobrou em comparação com o mesmo período do ano anterior, com incidência acima da média nacional e avanço considerado preocupante, especialmente na região de Dourados.

Em entrevista ao programa Café com Blink, a secretária estadual de Saúde, Cristine Maimone, afirmou que o cenário já pode ser tratado como epidêmico em parte do território. Segundo ela, ao menos 16 municípios apresentam alta incidência da doença, o que exige mobilização conjunta entre poder público e população.

A secretária atribui o crescimento acelerado a dois fatores principais: a presença disseminada do mosquito Aedes aegypti, inclusive em áreas rurais, e o fato de grande parte da população ainda ser suscetível ao vírus. “Como o estado é endêmico para arboviroses e nunca teve tantos casos de chikungunya, há um grande número de pessoas expostas ao risco”, explicou.

Crianças e idosos aparecem entre os grupos mais afetados neste momento. Diante disso, as ações de enfrentamento incluem reforço no controle vetorial, com aplicação de larvicidas e inseticidas, além da intensificação das visitas de agentes de saúde às residências. A orientação é eliminar possíveis criadouros do mosquito, já que cerca de 80% dos focos estão dentro das casas.

Em Dourados, onde a situação é mais crítica, foi decretada emergência em saúde pública. Uma força-tarefa reúne equipes estaduais, municipais, Defesa Civil e apoio do Ministério da Saúde, com atuação também em territórios indígenas. Entre as medidas estão busca ativa de casos, treinamento de novos agentes e reforço no atendimento da rede de saúde.

A estrutura de assistência foi reorganizada para garantir resposta rápida aos casos mais graves, com fluxo definido entre unidades básicas, hospitais locais e o Hospital Regional. O tempo de resposta para atendimento especializado pode chegar a até 60 minutos, conforme protocolo adotado.

Sobre a vacinação, a secretária esclareceu que ainda não há imunizante incorporado ao calendário nacional. No entanto, Dourados e Itaporã participam de um projeto piloto conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Butantan. As doses são destinadas a pessoas entre 18 e 59 anos, sem comorbidades.

A identificação da doença deve ser feita a partir dos primeiros sintomas, principalmente febre. A recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e realização de exames, com resultado previsto entre 24 e 48 horas.

Para os próximos meses, a expectativa é de redução gradual dos casos com a chegada do frio, embora o período também traga aumento de doenças respiratórias. A orientação inclui uso de repelente, atenção redobrada com crianças e idosos, além da vacinação contra a gripe para os grupos indicados.

A Secretaria de Estado de Saúde reforça que o enfrentamento depende da participação coletiva, com ações contínuas de prevenção dentro das residências e adesão às orientações das equipes de saúde.

Confira a entrevista completa:

Assista a Blink ao vivo.

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