Desmatamento no Brasil cai 42% e ajuda a reduzir perdas florestais no mundo

Foto: Ibama

O desmatamento no Brasil caiu 42% em 2025 e ajudou diretamente na redução das perdas de florestas tropicais em todo o mundo. Os dados foram divulgados pelo Global Forest Watch, iniciativa do World Resources Institute (WRI), com base em informações da Universidade de Maryland.

Segundo o levantamento, o planeta perdeu cerca de 4,3 milhões de hectares de florestas tropicais ao longo do ano passado. Apesar do número ainda ser considerado alto, houve uma redução global de aproximadamente 36% em comparação com os anos anteriores. O Brasil aparece entre os países que mais contribuíram para essa queda, ao lado de Colômbia e Indonésia.

O relatório aponta que o Brasil registrou o menor nível de perda de florestas tropicais primárias desde 2002, início da série histórica. Estados como Amazonas, Mato Grosso, Acre e Roraima apresentaram reduções expressivas. No Pantanal, a queda chegou a 70%, enquanto na Amazônia o desmatamento caiu cerca de 41%.

Especialistas apontam que a redução está relacionada à retomada de políticas públicas de fiscalização ambiental e combate ao desmatamento ilegal. Entre as principais medidas estão o fortalecimento do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm), o aumento do monitoramento por satélite e a ampliação das operações de fiscalização.

Além do impacto ambiental, a redução do desmatamento também influencia acordos comerciais e a imagem internacional do Brasil. Muitos países e empresas passaram a exigir práticas sustentáveis na produção agrícola e industrial.

Apesar do resultado positivo, especialistas alertam que o problema ainda não foi resolvido. O relatório mostra que os incêndios florestais passaram a ter maior peso nas perdas ambientais registradas em 2025. No Brasil, cerca de 65% das perdas de cobertura vegetal tiveram relação com queimadas.

O desafio agora, segundo pesquisadores, será manter a redução nos próximos anos e ampliar investimentos em preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e valorização da floresta em pé.

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