O preço da cesta básica em Campo Grande registrou alta de 2,60% em abril de 2026 e chegou a R$ 826,89, segundo levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Na comparação com abril do ano passado, o aumento acumulado foi de 2,71%. Já no acumulado dos primeiros quatro meses de 2026, a alta chega a 6,57%, pressionando ainda mais o orçamento das famílias da Capital.
Entre os produtos que mais puxaram a alta da cesta básica estão a batata, com aumento de 19,57%, seguida pelo tomate, que subiu 11,89%, e o leite integral, com elevação de 8,78%. Também registraram aumento o óleo de soja, feijão carioca, arroz agulhinha, manteiga, carne bovina, café em pó e pão francês.
Por outro lado, alguns itens apresentaram queda de preços no período, como açúcar cristal, banana e farinha de trigo.
No acumulado de 12 meses, o feijão carioca foi o produto que mais encareceu, com alta de 34,50%. A carne bovina, o pão francês e o óleo de soja também registraram aumentos importantes.
O levantamento mostra ainda o impacto da inflação alimentar na rotina do trabalhador campo-grandense. Em abril, uma pessoa remunerada com salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 112 horas e 13 minutos apenas para comprar os produtos da cesta básica.
No mês anterior, o tempo necessário era de 109 horas e 23 minutos. Já em abril de 2025, eram necessárias 116 horas e 41 minutos de trabalho para adquirir os mesmos produtos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência Social, o trabalhador precisou comprometer 55,15% da renda apenas com alimentação básica.
No cenário nacional, o preço da cesta básica subiu nas 27 capitais pesquisadas pelo Dieese. São Paulo teve o maior custo do país, com cesta avaliada em R$ 906,14. Campo Grande aparece entre as capitais com valores mais elevados da região Centro-Oeste.
Segundo o Dieese, o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.612,49 em abril, valor equivalente a 4,7 vezes o salário mínimo atual.









