O desmatamento da Mata Atlântica registrou queda de 28% em 2025, segundo dados divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica. A área desmatada passou de 53.303 hectares em 2024 para 38.385 hectares no ano passado.
De acordo com o Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, este foi o menor nível da série histórica desde o início do monitoramento realizado em parceria com a MapBiomas e Arcplan.
A redução do desmatamento da Mata Atlântica foi registrada em 11 dos 17 estados que fazem parte do bioma, com destaque para Bahia e Piauí.
Mesmo com a queda, Bahia, Minas Gerais, Piauí e Mato Grosso do Sul concentraram 89% de toda a área desmatada em 2025.
Segundo a Fundação SOS Mata Atlântica, cerca de 96% da destruição identificada foi destinada ao uso agropecuário, grande parte com indícios de irregularidade ambiental.
Outro levantamento, o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, apontou redução ainda maior nas florestas maduras. O desmatamento caiu 40%, passando de 14.366 hectares para 8.668 hectares em 2025.
O estudo é desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora o bioma desde 1985.
Segundo as entidades, esta é a primeira vez em 40 anos que o desmatamento anual nas florestas maduras da Mata Atlântica fica abaixo de 10 mil hectares.
Entre os fatores que contribuíram para a redução estão operações de fiscalização ambiental, aplicação de embargos remotos, restrição de crédito para áreas desmatadas ilegalmente e fortalecimento da Lei da Mata Atlântica.
Apesar dos resultados positivos, especialistas alertam que o desmatamento da Mata Atlântica continua sendo motivo de preocupação.
A SOS Mata Atlântica afirma que mudanças recentes na legislação ambiental podem enfraquecer mecanismos de controle justamente em um momento de queda nos índices de destruição do bioma.
Para a entidade, manter políticas públicas, fiscalização e monitoramento ambiental será fundamental para evitar novos avanços do desmatamento nos próximos anos.









