Agronegócio poderá usar linha de crédito do FAT para inovação e digitalização

Foto: Canva

O crédito do FAT para inovação no agronegócio foi ampliado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e agora poderá beneficiar produtores rurais, pescadores, aquicultores e empresários individuais. A medida autoriza o uso da linha de financiamento para compra de máquinas, modernização tecnológica e digitalização das atividades produtivas.

Segundo o governo federal, os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) serão operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que fará os empréstimos com juros subsidiados para estimular investimentos no setor produtivo.

Antes da decisão, as operações eram restritas a empresas formalmente organizadas. Com a mudança aprovada pelo CMN, pessoas físicas e empresários individuais também passam a ter acesso às linhas de financiamento voltadas à inovação.

A nova regra vale para trabalhadores residentes no Brasil que atuem em:

  • Agronegócio;
  • Produção florestal;
  • Pesca;
  • Aquicultura;
  • Serviços ligados a esses setores.

O objetivo do crédito do FAT para inovação no agronegócio é facilitar investimentos em tecnologia e ampliar a competitividade do setor.

Os financiamentos poderão ser usados para:

  • Aquisição de máquinas e equipamentos;
  • Modernização tecnológica;
  • Digitalização da produção;
  • Aumento da produtividade;
  • Melhoria das condições de trabalho.

Os recursos utilizam a Taxa Referencial (TR) como base de remuneração, o que tende a reduzir o custo do crédito em comparação a modalidades tradicionais do mercado.

A expectativa do governo é que a medida incentive a comercialização de máquinas agrícolas e equipamentos tecnológicos, além de fortalecer fabricantes, distribuidores e prestadores de serviços.

A avaliação oficial é que o crédito do FAT para inovação no agronegócio também pode contribuir para geração de empregos, aumento de renda e fortalecimento da atividade econômica nas regiões produtoras.

O Conselho Monetário Nacional é formado atualmente pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

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