O governo federal lançou o Plano Safra 2026/2027, que vai disponibilizar R$ 525,1 bilhões em crédito para médios e grandes produtores rurais. O montante é um dos maiores já destinados ao agronegócio brasileiro e será utilizado para custeio, comercialização e investimentos no setor.
Do total anunciado, R$ 414,7 bilhões serão destinados ao custeio da produção e à comercialização, enquanto R$ 110,4 bilhões financiarão investimentos em infraestrutura, armazenagem, irrigação, aquisição de máquinas, equipamentos e adoção de tecnologias voltadas ao aumento da produtividade no campo.
O programa também amplia os incentivos para práticas sustentáveis, incluindo recuperação de áreas degradadas, agricultura de baixa emissão de carbono e modernização das propriedades rurais. A intenção é fortalecer a produção agropecuária com foco na eficiência e na preservação ambiental.
Mesmo com a taxa básica de juros em patamar elevado, o governo manteve linhas de financiamento consideradas competitivas. As taxas variam conforme a modalidade de crédito e o perfil do produtor. Segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos, as condições oferecidas representam as melhores possíveis diante do atual cenário econômico, conciliando acesso ao crédito e responsabilidade fiscal.
Principal política pública de financiamento da agropecuária brasileira, o Plano Safra 2026/2027 busca garantir recursos para ampliar a produção de alimentos, estimular a inovação no campo, fortalecer a competitividade do agronegócio e gerar emprego e renda. A expectativa é que os investimentos contribuam para manter o Brasil entre os maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo.









