Governo Trump usa desmatamento para justificar novas taxas contra o Brasil

Foto: Canva

O governo dos Estados Unidos voltou a relacionar questões ambientais à política comercial com o Brasil. Em documento divulgado pela gestão do presidente Donald Trump, o aumento do desmatamento foi citado como um dos argumentos para justificar a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

A medida faz parte da investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil e amplia as tensões entre os dois países. Segundo o governo norte-americano, o avanço do desmatamento pode gerar concorrência considerada desleal, já que práticas ambientais menos rigorosas reduziriam custos de produção e afetariam a competitividade internacional.

O documento afirma que a política ambiental brasileira pode influenciar diretamente o comércio internacional. Para os Estados Unidos, a expansão do desmatamento estaria ligada ao aumento da produção agropecuária em áreas de floresta, criando vantagens econômicas consideradas incompatíveis com padrões ambientais defendidos pelo país.

O governo brasileiro rejeita essa interpretação e afirma que o uso do desmatamento e taxas dos EUA como justificativa tem caráter político e não reflete a realidade das ações ambientais em andamento.

Brasil destaca redução do desmatamento

Como resposta, o governo brasileiro lembra que os alertas de desmatamento na Amazônia vêm apresentando queda nos últimos meses, resultado do reforço na fiscalização ambiental e das políticas de combate aos crimes ambientais.

Autoridades também argumentam que o Brasil possui legislação ambiental rigorosa e que as exportações seguem critérios de sustentabilidade exigidos pelos mercados internacionais.

A investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos ainda está em andamento e poderá resultar na manutenção, ampliação ou revisão das tarifas sobre produtos brasileiros.

O governo brasileiro informou que continuará apresentando dados técnicos e dialogando com autoridades norte-americanas para contestar os argumentos utilizados na investigação. Enquanto isso, o setor exportador acompanha o caso com preocupação, já que novas restrições comerciais podem afetar a competitividade de diversos produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos.

Com informações de Agência Brasil

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