A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do uso de medicamentos pediátricos para lúpus e esclerose múltipla, permitindo que crianças e adolescentes tenham acesso a novas opções de tratamento para duas doenças autoimunes que exigem acompanhamento contínuo. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.
Entre as mudanças, a Anvisa autorizou o uso do Benlysta (belimumabe) como tratamento complementar para crianças a partir de 5 anos com lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo e alto grau de atividade da doença. O medicamento deve ser utilizado por pacientes que já realizam o tratamento convencional com corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios ou imunossupressores.
A aprovação também inclui as versões em caneta aplicadora e autoinjetora, permitindo que parte do tratamento seja realizada fora dos centros de infusão, oferecendo mais conforto e praticidade às famílias.
A Anvisa também ampliou a indicação do Ocrevus (ocrelizumabe) para adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 40 quilos, diagnosticados com esclerose múltipla remitente-recorrente. O medicamento atua reduzindo a atividade inflamatória da doença e ajudando a controlar sua progressão.
A aprovação dos medicamentos pediátricos para lúpus e esclerose múltipla amplia as alternativas terapêuticas para pacientes jovens, favorecendo tratamentos mais modernos e maior qualidade de vida. Segundo a Anvisa, a medida representa um avanço no atendimento de crianças e adolescentes que convivem com doenças autoimunes e necessitam de acompanhamento especializado.









