Comércio de MS movimenta R$ 149 bilhões em 2024 e mantém varejo como maior empregador do setor 

(Foto: Magnific)

Pesquisa Anual do Comércio, divulgada pelo IBGE, mostra crescimento da receita operacional e cerca de R$ 5 bilhões pagos em salários e remunerações no estado. 

O comércio de Mato Grosso do Sul movimentou R$ 149 bilhões em receita operacional bruta ao longo de 2024, segundo a Pesquisa Anual do Comércio (PAC), divulgada nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento também mostra que o setor empregou mais de 148 mil pessoas e destinou cerca de R$ 5 bilhões ao pagamento de salários, retiradas e outras remunerações.

Entre os segmentos analisados, o comércio por atacado liderou o faturamento estadual, com R$ 76,8 bilhões, equivalente a 51,6% da receita total. O comércio varejista respondeu por R$ 59,8 bilhões (40,1%), enquanto o comércio de veículos automotores e motocicletas movimentou R$ 12,3 bilhões (8,3%). Com esse desempenho, Mato Grosso do Sul passou a representar 16% de toda a receita comercial da região Centro-Oeste, ampliando sua participação em relação à década anterior.

Apesar de o atacado concentrar o maior faturamento, o varejo continua sendo o principal empregador do setor. Das 148.272 pessoas ocupadas nas empresas comerciais sul-mato-grossenses em 2024, mais de 70% trabalhavam em estabelecimentos varejistas. O estado contabilizou ainda 24.130 unidades locais de empresas comerciais, sendo 16.624 delas voltadas ao comércio varejista, 4.208 ao atacado e 3.298 ao comércio de veículos e motocicletas.

A pesquisa aponta ainda que o salário médio pago pelo comércio em Mato Grosso do Sul foi de 1,8 salário mínimo por trabalhador, colocando o estado entre as sete unidades da Federação com maior remuneração média no setor. O atacado apresentou os maiores salários, com média de 2,7 salários mínimos, seguido pelo comércio de veículos (2 salários mínimos) e pelo varejo (1,6 salário mínimo). O IBGE ressalta que a edição de 2024 da pesquisa inaugurou uma nova metodologia para identificar empresas ativas, o que interrompe a comparabilidade direta dos resultados com anos anteriores, especialmente entre empresas de pequeno porte.

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