Conselho Federal de Medicina autoriza uso de PRP em tratamentos ortopédicos e reforça indicação médica

Nova regulamentação permite o uso do plasma rico em plaquetas como tratamento complementar em casos específicos da ortopedia, medicina esportiva e dermatologia. 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) passou a autorizar o uso do plasma rico em plaquetas (PRP) como tratamento complementar em situações específicas da ortopedia, medicina esportiva e dermatologia. A mudança amplia as possibilidades terapêuticas para pacientes com lesões em articulações, tendões e ligamentos, mas reforça que o procedimento deve ser indicado e realizado exclusivamente por médicos habilitados.

Durante entrevista ao Café com Blink, o conselheiro federal suplente pelo Mato Grosso do Sul, Dr. Flávio Freitas Barbosa, explicou que o PRP é obtido a partir do próprio sangue do paciente. Após a coleta, o material é submetido à centrifugação para separar o plasma rico em plaquetas, que concentra proteínas utilizadas como auxílio no tratamento de processos inflamatórios e na recuperação de tecidos. Segundo ele, o método não promove a regeneração do tecido lesionado, mas pode contribuir para acelerar a recuperação quando associado a outras terapias.

O médico destacou que a autorização do CFM ocorreu após avanços tecnológicos que aumentaram a segurança na preparação do material e permitiram estabelecer critérios para sua utilização. Ainda assim, ressaltou que o PRP não substitui cirurgias nem outros tratamentos tradicionais, sendo considerado uma alternativa complementar cuja indicação depende da avaliação individual de cada paciente.

Outro ponto enfatizado foi o alerta contra promessas de resultados garantidos e procedimentos realizados por profissionais não habilitados. De acordo com o conselheiro, o Conselho Federal de Medicina orienta que qualquer tratamento seja conduzido por médicos e dentro das normas estabelecidas. A expectativa é que, com a regulamentação, o acesso ao PRP seja ampliado gradualmente, inclusive no sistema público de saúde, após sua incorporação aos protocolos de atendimento.

Para conferir a entrevista completa, acesse nosso canal no Youtube! 

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