A conta de luz mais cara em MS já começa a pesar no bolso dos consumidores a partir desta terça-feira (15). O reajuste médio de 12,11% foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e passa a valer para cerca de 1,15 milhão de clientes atendidos pela Energisa Mato Grosso do Sul em 74 municípios do estado.
Apesar do índice médio, o aumento varia conforme o tipo de consumidor e a tensão da rede elétrica utilizada. Para clientes residenciais, o reajuste será de 11,75%. Já para consumidores de baixa tensão, o aumento médio chega a 11,98%. No caso de empresas e indústrias, atendidas em alta tensão, o impacto será ainda maior, com reajuste médio de 12,39%.
Inicialmente, os índices previstos eram mais altos. No entanto, após solicitação do Ministério de Minas e Energia, a Aneel negociou com a concessionária a retirada de aproximadamente R$ 21 milhões em custos do cálculo tarifário. Com isso, houve uma redução de cerca de 0,5 ponto percentual no reajuste final.
A decisão sobre o aumento havia sido adiada por uma semana pela diretoria da Aneel, que analisou a proposta antes de aprovar os novos valores. Sem essa revisão, o reajuste poderia chegar a 12,61%, com impactos ainda maiores para os consumidores.
O aumento na tarifa de energia elétrica reflete custos do setor, como compra de energia, encargos e investimentos em manutenção e expansão da rede. Mesmo com a redução negociada, o reajuste deve impactar diretamente o orçamento das famílias e também os custos de empresas e produtores rurais no estado.
Com a mudança, especialistas recomendam atenção ao consumo de energia elétrica, já que pequenas ações no dia a dia podem ajudar a reduzir o valor final da fatura.








