Câmara Municipal de Campo Grande aprova lei para descarbonizar o transporte coletivo

Câmara Municipal de Campo Grande aprova lei para descarbonizar o transporte coletivo
Foto: Canva

Lei aprovada na câmara cria diretrizes para descarbonização do transporte coletivo em Campo Grande

A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou uma lei que estabelece diretrizes para a descarbonização do transporte coletivo urbano da Capital. A norma cria um marco legal voltado à redução da emissão de gases poluentes no sistema de ônibus e abre caminho para a adoção de tecnologias mais limpas, como veículos elétricos, híbridos ou movidos por fontes alternativas de energia.

Com a nova legislação, o poder público municipal passa a poder considerar essas diretrizes no planejamento da mobilidade urbana, com foco na sustentabilidade ambiental, no estímulo ao uso de energias renováveis e na modernização do transporte coletivo. A proposta também busca reduzir a poluição do ar, diminuir o impacto sonoro e contribuir para a melhoria da saúde da população.

A iniciativa foi aprovada em regime de urgência, refletindo o entendimento de parte dos vereadores de que o transporte público da Capital precisa evoluir para atender às exigências ambientais e às expectativas da população por um serviço mais moderno e eficiente.

Autor do projeto, o vereador Maicon Nogueira destacou que Campo Grande possui uma das frotas de ônibus mais antigas do país, com média próxima de 10 anos, enquanto a tarifa está entre as mais caras do Brasil. Segundo ele, a nova lei prevê que os veículos passem a operar com idade média de até cinco anos e que futuros contratos ou renovações exijam um plano de descarbonização da frota.

“O objetivo é trazer inovação, reduzir ou até zerar a emissão de poluentes e garantir um transporte coletivo mais eficiente e menos agressivo ao meio ambiente”, afirmou o parlamentar, ao lembrar que outras capitais brasileiras já adotam ônibus elétricos ou estão em fase avançada de testes e expansão desse modelo.

A lei também reforça a necessidade de diálogo entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil para viabilizar a infraestrutura necessária à implantação de veículos menos poluentes. Agora, a expectativa é que a Prefeitura incorpore as diretrizes nos próximos passos relacionados à gestão e aos contratos do transporte coletivo na Capital.

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