Dados do IBGE mostram avanço da ocupação e redução da informalidade no estado no segundo trimestre de 2026.
Mato Grosso do Sul fechou o segundo trimestre de 2026 com uma das menores taxas de desemprego do Brasil. Segundo a PNAD Contínua, divulgada pelo IBGE, o índice caiu de 3,8% para 2,7% entre o primeiro e o segundo trimestre do ano. Com o resultado, o estado ficou na quinta posição entre as menores taxas do país, atrás de Santa Catarina, Mato Grosso, Espírito Santo e outro estado.
O levantamento também mostra que mais sul-mato-grossenses estão trabalhando. O número de pessoas ocupadas chegou a 1,44 milhão, enquanto o total de empregados passou de 1,027 milhão para 1,047 milhão no período, um avanço de cerca de 20 mil trabalhadores. Entre os empregados do setor privado, o número de pessoas com carteira assinada também cresceu, chegando a 594 mil.
Outro destaque foi a redução da informalidade. Mato Grosso do Sul registrou 422 mil trabalhadores nessa condição, levando a taxa para 29,2%, a terceira menor entre os estados brasileiros. O índice ficou bem abaixo da média nacional, de 37,6%. Em Campo Grande, a taxa de desemprego também recuou e chegou a 3,1%, colocando a capital entre as três capitais com os menores índices do país.
Apesar do cenário positivo no mercado de trabalho, os dados mostram diferenças importantes nos rendimentos. O salário médio de todos os trabalhos ficou em R$ 3.840 no estado. Trabalhadores com ensino superior completo receberam, em média, R$ 6.264, mais que o dobro dos profissionais com ensino médio completo, que tiveram rendimento médio de R$ 3.122. A pesquisa também aponta desigualdade entre homens e mulheres: o rendimento médio feminino foi de R$ 3.172, contra R$ 4.165 entre os homens.









