Fórum Internacional de Médicos de Fronteira vai discutir desigualdade na saúde em regiões de fronteira

Fórum Internacional de Médicos de Fronteira vai discutir desigualdade na saúde em regiões de fronteira
Conselheiro federal de medicina por Mato Grosso do Sul, Flávio Freitas Barbosa

Evento do Conselho Federal de Medicina reúne especialistas nos dias 29 e 30 de abril, em São Luís

O Conselho Federal de Medicina (CFM) realiza, nos dias 29 e 30 de abril de 2026, em São Luís (MA), o I Fórum Internacional de Médicos de Fronteira e o VI Fórum de Médicos de Fronteira. O encontro reúne especialistas, autoridades sanitárias e profissionais que atuam em áreas limítrofes para discutir os desafios da assistência médica nessas regiões.

Com o tema “Desigualdade de saúde nas fronteiras”, o evento propõe debates sobre o acesso aos serviços de saúde, a cooperação entre países e os impactos dos fluxos migratórios. A programação também inclui discussões sobre estratégias para ampliar a assistência às populações que vivem em regiões fronteiriças.

Segundo o conselheiro federal de medicina por Mato Grosso do Sul, Flávio Freitas Barbosa, a realidade da assistência médica nessas áreas difere dos grandes centros urbanos. Ele afirma que a dificuldade de fixação de profissionais em locais remotos ainda limita o atendimento. “Os médicos tendem a permanecer em centros maiores, o que mantém a carência em regiões mais distantes”, disse.

O conselheiro também destaca que, apesar do aumento no número de profissionais formados, a distribuição permanece desigual. Em Mato Grosso do Sul, a extensão territorial e a distância entre municípios influenciam no acesso à saúde, especialmente em cidades com menor estrutura.

Durante o fórum, especialistas devem abordar temas como epidemiologia em áreas de fronteira, transporte de pacientes em regiões remotas, revalidação de diplomas médicos e prática profissional entre países. A programação inclui ainda debates sobre saúde materno-infantil, imunização e conectividade para atendimento em locais isolados.

A telemedicina também integra as discussões. Para Flávio Freitas Barbosa, a ferramenta ampliou o acesso a consultas, mas possui limitações. Ele afirma que o atendimento presencial mantém papel central no diagnóstico e acompanhamento dos pacientes, especialmente em casos que exigem exame físico.

Outro ponto previsto na programação é o atendimento em comunidades indígenas. O conselheiro aponta que fatores como condições sanitárias, acesso à água e logística interferem diretamente na saúde dessas populações. Ele acrescenta que a atuação nessas áreas exige preparo específico dos profissionais.

O fórum também prevê painéis sobre integração entre sistemas de saúde e troca de experiências entre profissionais que atuam em regiões de fronteira. A proposta é reunir informações que possam subsidiar políticas públicas voltadas à melhoria da assistência médica nesses territórios.

Serviço:

Evento: I Fórum Internacional de Médicos de Fronteira e VI Fórum de Médicos de Fronteira do CFM
Data: 29 e 30 de abril de 2026
Local: São Luís (MA)
Realização: Conselho Federal de Medicina (CFM)

Confira a entrevista completa:

Assista a Blink ao vivo.

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