A recomendação de intervenção no Consórcio Guaicurus ganhou força após a entrega do relatório da comissão especial criada pela Prefeitura de Campo Grande. O documento confirma diversas irregularidades já apontadas pela CPI do Transporte Público da Câmara Municipal, realizada ao longo de 2025.
A comissão investigou o funcionamento do sistema de transporte coletivo da capital e concluiu que havia falhas na prestação do serviço, além de descumprimentos contratuais que prejudicam os usuários.
Durante os trabalhos, a CPI do Transporte Público realizou mais de 50 horas de oitivas, analisou documentos e ouviu representantes do Consórcio Guaicurus, especialistas, usuários e agentes públicos.
O relatório identificou problemas relacionados à renovação da frota, cumprimento de horários, omissão de viagens, manutenção de seguros obrigatórios e fornecimento de informações ao poder público.
Esses pontos também foram destacados no relatório elaborado pela Prefeitura, fortalecendo a possibilidade de intervenção no Consórcio Guaicurus.
O presidente da Câmara Municipal, Epaminondas Neto, afirmou que o avanço das investigações representa um importante resultado do trabalho realizado pela CPI.
Já a relatora da comissão, Ana Portela, destacou que a intervenção é apenas uma etapa e defendeu a realização de uma nova licitação para garantir um serviço de melhor qualidade à população.
O relatório final da CPI foi encaminhado aos órgãos de fiscalização e controle. Agora, a prefeita Adriane Lopes deverá analisar as conclusões apresentadas pela comissão especial do Executivo para decidir sobre uma eventual intervenção no Consórcio Guaicurus.
Caso a medida seja adotada, o município poderá assumir temporariamente a gestão do serviço enquanto avalia soluções para melhorar o transporte coletivo na capital sul-mato-grossense.









