A ponte que vai conectar Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, à cidade paraguaia de Carmelo Peralta está a poucos metros de alcançar um dos marcos mais simbólicos da obra. Faltam apenas 128 metros para a junção das duas extremidades da estrutura, que integra o Corredor Bioceânico e deve ter a ligação física concluída em maio.
Com 1,2 quilômetro de extensão, a construção teve os trabalhos retomados no início de janeiro, após o recesso de fim de ano. As equipes atuam simultaneamente dos dois lados da fronteira, concentrando esforços na etapa final de conexão entre as frentes de obra.
Após o encontro das estruturas, a execução seguirá para as fases de acabamento, que incluem instalação de trilhos de segurança, corrimãos, sistema de iluminação, pavimentação, sinalização e demais ajustes técnicos. A previsão é de que esses serviços sejam concluídos até agosto, enquanto os acessos rodoviários no lado paraguaio devem ficar prontos até novembro.
A ponte faz parte do Corredor Bioceânico, projeto estratégico que pretende criar uma nova rota de integração logística entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. O objetivo é reduzir distâncias e custos no transporte de cargas, ligando o Centro-Oeste brasileiro aos portos chilenos no Oceano Pacífico.
A estrutura possui 21 metros de largura, altura de 35 metros e um vão central de 354 metros, o que garante a navegação no Rio Paraguai. A obra é acompanhada por equipes técnicas dos dois países, com fiscalização paraguaia e atuação conjunta de engenheiros brasileiros e paraguaios.
Além da ponte, seguem em andamento as obras de acesso nos dois lados da fronteira. No Paraguai, os trabalhos avançam com serviços de terraplenagem e aterro hidráulico em um trecho de 4,5 quilômetros. No Brasil, continuam as etapas de montagem estrutural, como a colocação de vigas, pré-lajes e concretagem.
Até o momento, cerca de 30% das obras de acesso foram executadas. Quando concluído, o corredor logístico terá aproximadamente 2,3 mil quilômetros de extensão e deverá facilitar a ligação do Centro-Oeste com mercados internacionais, especialmente a Ásia, por meio dos portos do norte do Chile.









