O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima publicou portaria que estabelece estado de emergência ambiental para prevenção e combate a incêndios florestais em diferentes períodos de 2026. No caso do Pantanal, a medida valerá de abril a dezembro.
Em Mato Grosso do Sul, o calendário varia conforme a região. Nas áreas Centro-Norte e Sudoeste, o período de emergência será de abril a novembro. Já na região Leste, o alerta começa em março e segue até novembro. Na prática, praticamente todo o território sul-mato-grossense ficará sob atenção durante os meses mais secos do ano.
A portaria permite reforço nas ações de prevenção e combate ao fogo, incluindo mobilização de brigadistas, intensificação da fiscalização e atuação integrada entre equipes federais e estaduais. A iniciativa busca reduzir impactos ambientais, econômicos e também os prejuízos à saúde causados pela fumaça, especialmente em períodos críticos.
Apesar de o Brasil ter registrado redução de 36% na área queimada em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o cenário não é uniforme. Dados do Monitor de Fogo, ligado ao MapBiomas, apontam que o país somou 437 mil hectares atingidos pelo fogo no primeiro mês do ano
No Pantanal, o comportamento foi inverso ao índice nacional. O bioma teve 38 mil hectares queimados em janeiro, um aumento de 323& em relação ao mesmo período de 2025, tornando-se o segundo mais afetado do país, atrás apenas da Amazônia.
A influência do fenômeno climático El Niño também é apontada como fator de preocupação para 2026. A tendência é de temperaturas mais elevadas e irregularidade nas chuvas, condições que aumentam o risco de incêndios no Pantanal, no Cerrado e na Mata Atlântica.









