Projeto amplia conectividade em áreas rurais, indígenas e quilombolas; no Mato Grosso do Sul, 92 unidades já receberam o serviço
O projeto Aprender Conectado atingiu a marca de 21 mil escolas públicas com acesso à internet de alta velocidade em todo o país. A iniciativa integra a estratégia nacional de ampliação da conectividade nas unidades de ensino básico, com foco em regiões afastadas dos grandes centros e com infraestrutura limitada.
Do total de escolas atendidas, mais de 15 mil estão em áreas rurais, além de unidades localizadas em territórios indígenas, comunidades quilombolas e regiões urbanas em situação de vulnerabilidade. A execução é feita pela EACE, responsável por levar infraestrutura de internet a locais onde não há cobertura adequada.
A ação faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, coordenada pelo Ministério da Educação e pelo Ministério das Comunicações, com participação da Anatel e de operadoras vencedoras do leilão do 5G. Como contrapartida, as empresas investem na inclusão digital de escolas sem acesso à rede.
Segundo o diretor-geral da EACE, Flávio Santos, o projeto prioriza instituições em locais onde não há fibra óptica ou sinal de telefonia móvel. “Nosso objetivo é garantir que estudantes tenham acesso às mesmas ferramentas digitais disponíveis em centros urbanos”, afirmou durante entrevista ao programa Café com Blink.
Em Mato Grosso do Sul, 257 escolas fazem parte do escopo do projeto. Até o momento, 92 unidades já foram conectadas, o que representa cerca de 36% da meta prevista. Aproximadamente 17,7 mil estudantes foram impactados com a oferta de internet de alta velocidade no estado.
A implementação enfrenta desafios logísticos, principalmente em áreas remotas. Em algumas localidades, foi necessária a instalação de sistemas de energia solar para viabilizar o funcionamento dos equipamentos. Além da infraestrutura, o projeto prevê suporte técnico e manutenção da rede para garantir a qualidade do serviço.
A meta nacional é alcançar cerca de 40 mil escolas com conectividade adequada para uso pedagógico. A expectativa é que a expansão da internet nas unidades de ensino contribua para o acesso a conteúdos digitais, capacitação de professores e uso de tecnologias educacionais, como plataformas online e recursos interativos.









