Surto de sarampo nos EUA preocupa autoridades de saúde no Brasil

Foto: Divulgação

Os Estados Unidos enfrentam o pior surto de sarampo em mais de 3 décadas, com mais de 4,4 mil casos confirmados em 2026 e 3 mortes. Segundo especialistas, o avanço da doença está relacionado à queda na vacinação e à disseminação de discursos contrários aos imunizantes.

De acordo com informações da Agência Brasil, 98% das pessoas infectadas no país não estavam totalmente vacinadas. O cenário preocupa autoridades sanitárias porque o aumento da circulação do vírus em outros países eleva o risco de novos casos no Brasil.

O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, alerta que a desinformação sobre vacinas pode comprometer a proteção coletiva e favorecer o retorno de doenças que podem ser prevenidas.

Brasil registra casos importados

Em 2026, o Brasil registrou 61 casos de sarampo, a maioria relacionada à importação do vírus. Apesar disso, o país permanece certificado como livre da circulação endêmica da doença, já que não há transmissão sustentada em território nacional desde 2024.

A certificação brasileira foi conquistada em 2016, mas perdida em 2019, após a reintrodução do vírus e a disseminação da doença pelo país. Naquele período, um grande surto atingiu São Paulo, com cerca de 19 mil casos.

A recuperação do status de país livre da circulação endêmica foi possível com ações de vigilância epidemiológica e aumento da cobertura vacinal.

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A cobertura vacinal é fundamental para reduzir a circulação do vírus e proteger pessoas que não podem receber determinadas vacinas, como alguns pacientes com problemas de imunidade.

Segundo especialistas, a meta é manter a cobertura contra o sarampo em 95%. Quando muitas pessoas deixam de se vacinar, o vírus encontra mais oportunidades para se espalhar.

Além da vacinação, as autoridades de saúde realizam investigação de casos suspeitos, monitoramento de pessoas que tiveram contato com infectados e bloqueio vacinal nas áreas de risco.

A recomendação é que a população mantenha a caderneta de vacinação atualizada e procure uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes.

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