Falta de anestesistas causa caos e paralisa cirurgias eletivas na Santa Casa de Campo Grande

Falta de anestesistas causa caos e paralisa cirurgias eletivas na Santa Casa de Campo Grande
Foto: Canva

Escassez de anestesiologistas leva Santa Casa a suspender cirurgias eletivas em Campo Grande

A Santa Casa de Campo Grande enfrenta mais um momento crítico na área da saúde. Desta vez, a unidade suspendeu temporariamente as cirurgias eletivas por conta da redução no número de médicos anestesiologistas, situação provocada pelo atraso no pagamento às empresas responsáveis pelo serviço.

O hospital, que já convive há meses com superlotação, falta de recursos e pacientes aguardando procedimentos cirúrgicos, agora concentra os atendimentos apenas em casos de urgência e emergência. As cirurgias eletivas, aquelas que não envolvem risco imediato de morte, foram suspensas até que o quadro seja normalizado.

Relatos de pacientes e familiares apontam um cenário de colapso dentro da unidade. Macas ocupam quase todos os espaços, corredores estão tomados e há dificuldades até para a circulação interna. Pacientes internados aguardam procedimentos considerados simples há mais de uma semana, muitos deles submetidos a jejum por repetidas vezes, com cirurgias canceladas ou adiadas sem previsão.

A situação é ainda mais sensível na ala ortopédica, tradicionalmente sobrecarregada por atender casos de trauma de Campo Grande e do interior do Estado. O prolongamento das internações agrava o sofrimento de quem espera atendimento em meio à dor e à incerteza.

O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul informou que não há registro oficial de greve dos anestesiologistas, mas confirmou que os contratos com as empresas prestadoras de serviço estão com pagamentos atrasados há meses, o que impacta diretamente a escala de profissionais disponíveis.

Em nota, a Santa Casa confirmou a redução no número de anestesiologistas devido aos atrasos financeiros e reiterou que as cirurgias eletivas seguem suspensas até que a situação seja resolvida.

A crise evidencia, mais uma vez, a fragilidade do sistema de saúde pública. Referência para milhares de pacientes da Capital e do interior, o hospital vê sua capacidade de atendimento comprometida por problemas administrativos e financeiros, enquanto a população é quem sofre com a falta de assistência, dignidade e acesso à saúde de qualidade.

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