SUS passa a oferecer teste rápido de dengue

Foto: Canva

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer o teste rápido de dengue no SUS, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce da doença em todo o país. A medida foi oficializada pelo Ministério da Saúde e já está em vigor, com disponibilidade em postos de saúde e hospitais da rede pública.

O exame, chamado Teste Rápido de Dengue NS1, permite identificar a presença do vírus logo nos primeiros dias de infecção. Diferente dos exames tradicionais de sorologia, que detectam anticorpos apenas após alguns dias, o novo método reconhece o antígeno do vírus ainda no início dos sintomas.

A solicitação do teste rápido de dengue no SUS pode ser feita por diversos profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem. O atendimento é voltado para pacientes de todas as idades, o que amplia a capacidade de resposta diante de surtos da doença.

Diagnóstico rápido ajuda a evitar casos graves

A principal vantagem do teste rápido de dengue no SUS é a agilidade no diagnóstico. Com o resultado disponível em poucos minutos, os profissionais conseguem iniciar o acompanhamento clínico mais cedo e identificar sinais de agravamento da doença.

Entre os principais sintomas da dengue estão febre alta, dores no corpo, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e manchas vermelhas na pele. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para formas hemorrágicas, o que exige atenção médica imediata.

Com o diagnóstico antecipado, também é possível monitorar melhor indicadores importantes, como a queda de plaquetas, reduzindo o risco de complicações.

Como funciona o teste rápido de dengue no SUS

O teste rápido de dengue no SUS é feito por meio de uma pequena amostra de sangue, coletada com um simples furo na ponta do dedo. O método utiliza a técnica de imunocromatografia, que reage à presença do antígeno NS1 no organismo.

Não é necessário jejum ou preparo específico para realizar o exame, o que facilita ainda mais o acesso da população. Apesar da praticidade, o teste não identifica o tipo do vírus nem informa se a pessoa já teve dengue anteriormente.

Além disso, especialistas reforçam que o exame não substitui a avaliação médica. Mesmo com o resultado em mãos, o acompanhamento por profissionais de saúde continua sendo essencial.

Exame gratuito fortalece a saúde pública

Disponível gratuitamente nas unidades do SUS, o teste rápido representa um avanço importante no combate à dengue no Brasil. Na rede privada, o mesmo exame pode custar cerca de R$ 40.

A ampliação do acesso ao diagnóstico contribui não apenas para o tratamento individual, mas também para a vigilância epidemiológica, permitindo acompanhar com mais precisão a circulação do vírus no país.

A expectativa do Ministério da Saúde é que a medida ajude a reduzir casos graves e melhore a resposta do sistema de saúde diante do aumento de notificações da doença.

Com informações de Agência Brasil

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