As ações adotadas pelos países para proteger a biodiversidade ainda não são suficientes para cumprir as metas globais estabelecidas até 2030. A avaliação faz parte de um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), apresentado durante a COP17, conferência internacional sobre biodiversidade realizada em Yerevan, na Armênia.
O levantamento aponta que, embora quase 90% dos países tenham estabelecido metas nacionais de proteção da natureza, menos da metade das metas avaliadas está no caminho para ser cumprida.
O documento analisa os avanços desde a criação do Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, aprovado em 2022. O acordo reúne 23 metas para combater a perda de espécies e proteger os ecossistemas.
Meta é proteger 30% das áreas terrestres e marinhas
Entre os principais compromissos está a meta de conservar pelo menos 30% das áreas terrestres e marinhas do planeta até 2030. No entanto, os compromissos apresentados pelos países ainda não alcançam o objetivo.
O relatório também aponta dificuldades em outras áreas, como recuperação de ambientes degradados, combate à poluição, controle de espécies invasoras e redução dos impactos das mudanças climáticas sobre a natureza.
Além disso, a falta de recursos financeiros, estrutura e informações para acompanhar os resultados dificulta a execução das medidas.
A COP17 reúne representantes de governos e organizações para avaliar o cumprimento dos compromissos internacionais e discutir medidas para acelerar a proteção da biodiversidade.
O encontro também aborda a necessidade de ampliar o financiamento para conservação ambiental e envolver diferentes setores da sociedade, como agricultura, indústria, empresas e governos.
A avaliação da ONU reforça que estabelecer metas é apenas uma parte do processo. Para conter a perda da biodiversidade, os países precisam transformar os compromissos em ações concretas e acompanhar os resultados até 2030.









