Aquisição busca reforçar o estoque do SUS e manter a capacidade de resposta diante de novos casos; vacinação é direcionada a grupos prioritários.
O Ministério da Saúde anunciou a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox para reforçar o estoque de imunizantes disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a pasta, a aquisição tem caráter preventivo e estratégico, mesmo diante da redução de casos registrados no país.
Em 2026, o Brasil confirmou 665 casos da doença. A mpox é uma infecção viral que pode provocar lesões na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e fraqueza. As manifestações costumam durar de duas a quatro semanas e, na maioria dos casos, apresentam evolução leve ou moderada. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões, secreções corporais ou objetos contaminados, além do contato próximo e prolongado com secreções respiratórias de pessoas infectadas.
A estratégia de vacinação do Ministério da Saúde prioriza pessoas que vivem com HIV/Aids e apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células por milímetro cúbico, grupo com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Também podem receber doses remanescentes pessoas com HIV/Aids e CD4 abaixo de 200, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus. O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias.
A pasta também mantém ações de vigilância em parceria com estados e municípios, incluindo identificação de casos suspeitos, investigação epidemiológica, exames laboratoriais e acompanhamento de pessoas que tiveram contato com infectados. Quem apresentar lesões ou erupções na pele deve procurar uma unidade de saúde para avaliação. Pessoas que tiveram contato próximo com casos suspeitos ou confirmados também precisam buscar orientação. Quando indicada, a vacinação após a exposição deve ocorrer preferencialmente nos primeiros quatro dias, podendo ser realizada em até 14 dias.









