Os incêndios florestais em MS voltam a preocupar autoridades após previsão de chuvas irregulares e temperaturas acima da média para o próximo trimestre. O alerta atinge especialmente o Pantanal, onde a combinação de estiagem e calor aumenta o risco de focos de incêndio.
Os dados foram apresentados pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) durante reunião com órgãos estaduais nesta quarta-feira (4).
A tendência climática indica redução significativa das chuvas entre os dias 3 e 19 de março, principalmente nas regiões Sul e Sudoeste do Estado. A irregularidade no regime hídrico favorece a propagação do fogo, ampliando o risco de incêndios florestais em MS.
Segundo os meteorologistas, o cenário é influenciado pelo fenômeno El Niño, provocado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera padrões climáticos em diversas regiões do planeta.
Pantanal em atenção
Pelo menos metade do território sul-mato-grossense, especialmente áreas da bacia do Rio Paraná e do bioma Pantanal, está em nível de alerta.
Em janeiro deste ano, Mato Grosso do Sul registrou 49.434 hectares de vegetação queimados, o pior resultado para o mês na última década. O volume é mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.
Na região pantaneira, localidades como Corumbá tiveram índices de chuva até 98% abaixo da média histórica.
Governo prepara ações
A reunião contou com representantes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, Defesa Civil, Imasul e outras secretarias estaduais para alinhar estratégias de prevenção e combate.
Em 2025, foram detectados 924 eventos de fogo por satélite, com mobilização de quase 1,3 mil militares e mais de 60 viaturas.
O cenário reforça a necessidade de monitoramento constante, já que a combinação de calor intenso e baixa umidade cria ambiente propício para novos incêndios florestais em MS nas próximas semanas.
Com informações de Correio do Estado









