Gasolina sobe mais de 5% em 13 dias em Campo Grande

Gasolina sobe mais de 5% em 13 dias em Campo Grande
Foto: Canva

Alta rápida leva Procon-MS a convocar distribuidoras para explicar formação de preços

O preço da gasolina voltou a pesar no bolso dos motoristas em Campo Grande. Em apenas 13 dias, o valor médio do litro subiu mais de 5%, passando de R$ 5,90 no início de março para cerca de R$ 6,20 nesta semana. O aumento ocorreu de forma escalonada, com reajustes sucessivos que elevaram rapidamente o custo nos postos da Capital.

Levantamento em postos mostra que os preços variam entre R$ 6,09 e R$ 6,39, dependendo da região. No interior de Mato Grosso do Sul, a situação é ainda mais onerosa, com registros de gasolina chegando a R$ 7,85 o litro. O cenário indica que a alta não se limita à Capital e acompanha uma tendência estadual.

Entre os fatores que influenciam o aumento está o cenário internacional, com a elevação do preço do petróleo impulsionada por tensões no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais da commodity. Apesar disso, especialistas apontam que esse impacto costuma demorar a chegar às bombas, devido às etapas de refino, transporte e distribuição.

Segundo o setor, o reajuste recente partiu das distribuidoras, que já repassaram custos mais altos aos postos, mesmo sem anúncio oficial de aumento por parte da Petrobras. O resultado é a maior alta de combustíveis registrada no Estado nos últimos oito anos.

Diante da situação, o Procon-MS convocou uma reunião com distribuidoras para a próxima quinta-feira. O objetivo é analisar como os preços são definidos ao longo da cadeia e verificar se há distorções no repasse ao consumidor.

O secretário-executivo do órgão, Antônio José Ângelo Motti, afirma que a medida busca esclarecer o processo de formação de preços e garantir equilíbrio nas margens praticadas. Segundo ele, a análise envolve desde os valores cobrados por refinarias e importadoras até o repasse final aos postos.

A reunião também pretende avaliar se há práticas abusivas diante do cenário de instabilidade no mercado internacional. O órgão destaca que acompanha a evolução dos preços e reforça a necessidade de transparência para assegurar os direitos do consumidor.

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