Uma operação contra contrabando interditou bancas no Camelódromo de Campo Grande (MS) na manhã desta quarta-feira (18). A ação apreendeu mercadorias e investiga um esquema que pode envolver agentes de segurança pública.
A operação foi realizada pela Polícia Federal (PF), em parceria com a Receita Federal, que isolaram o local e iniciaram a retirada de produtos suspeitos de descaminho.
Bancas interditadas
Ao todo, quatro boxes e uma sala no piso superior foram interditados durante a ação. Segundo representantes do Camelódromo, parte das mercadorias foi apreendida, além de equipamentos como maquininhas de cartão e celulares.
Após a operação, o espaço foi liberado e o funcionamento do comércio seguiu normalmente ao longo do dia.
A ação faz parte da Operação Judas Iscariotes, que tem como objetivo desarticular um grupo envolvido na entrada e distribuição de produtos contrabandeados no país.
As investigações apontam que agentes de segurança pública, tanto da ativa quanto aposentados, podem ter participado do esquema, facilitando o transporte das mercadorias e o vazamento de informações sigilosas.
De acordo com as apurações, o grupo utilizava veículos adaptados para esconder cargas ilegais e evitar fiscalizações.
Os produtos entravam pela fronteira e tinham como destino principal o estado de Minas Gerais, passando por diferentes rotas logísticas.
Mandados e apreensões
Com autorização do Ministério Público Federal, a Justiça Federal expediu diversas medidas, incluindo:
- 31 mandados de busca e apreensão
- 4 mandados de prisão preventiva
- bloqueio de bens que somam cerca de R$ 40 milhões
- apreensão de imóveis e veículos
- afastamento de servidores públicos
Ao todo, cerca de 90 ordens judiciais foram cumpridas.
A ofensiva ocorreu simultaneamente em cidades de diferentes estados, como:
- Campo Grande e Dourados (MS)
- Belo Horizonte, Vespasiano e Montes Claros (MG)
Mais de 200 policiais participaram da operação, que contou com apoio de forças de segurança estaduais e federais.
A operação contra contrabando segue em andamento e busca identificar outros envolvidos no esquema, além de aprofundar as apurações sobre a participação de agentes públicos.
Com informações de Correio do Estado









