Mortes por chikungunya disparam em MS e já somam sete em 2026
O número de vítimas da chikungunya aumentou de forma expressiva em Mato Grosso do Sul nos primeiros meses de 2026. Até esta segunda-feira (30), sete mortes foram confirmadas no estado, volume seis vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.
O total já representa mais de 40% de todos os óbitos contabilizados ao longo de 2025, indicando avanço acelerado da doença. Além das mortes, o estado soma mais de 3,2 mil casos prováveis e enfrenta situação de epidemia em diversos municípios.
A taxa de incidência também chama atenção. O índice estadual ultrapassa em mais de dez vezes a média nacional, colocando Mato Grosso do Sul entre as unidades da federação com maior impacto da doença neste início de ano.
As mortes atingem principalmente idosos e pessoas com comorbidades, como diabetes e hipertensão, mas também há registros entre públicos mais vulneráveis, incluindo bebês. Os casos foram confirmados em cidades como Dourados, Jardim e Bonito.
O cenário preocupa porque o período de maior circulação do vírus ainda não terminou. A tendência é de continuidade no aumento de casos nas próximas semanas, impulsionado por fatores climáticos como calor e chuvas, que favorecem a proliferação do mosquito transmissor.
Com o crescimento das notificações e internações, a rede de saúde segue em alerta para atender a demanda. A orientação é reforçar medidas de prevenção, como eliminação de água parada e busca por atendimento médico ao surgimento dos primeiros sintomas.









