O Brasil registrou impacto menor da alta internacional do petróleo em comparação com outros países, segundo levantamento do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). A análise aponta que, apesar das pressões causadas pela crise energética global e pelos conflitos no Oriente Médio, os reajustes dos combustíveis no mercado brasileiro foram mais moderados do que os observados nos Estados Unidos, na União Europeia e na média mundial.
De acordo com o estudo, fatores como a atuação da Petrobras, a produção nacional de petróleo, o uso de biocombustíveis e medidas adotadas pelo governo federal ajudaram a reduzir os efeitos da alta do barril sobre os consumidores brasileiros.
Os dados mostram que o diesel continuou sendo o combustível mais pressionado devido à sua importância na logística e à dependência de importações. Ainda assim, o ritmo de crescimento dos preços desacelerou nos últimos meses. A gasolina também registrou aumento menor do que o observado em outras economias.
Especialistas destacam que a diversificação da matriz energética brasileira e a expansão dos biocombustíveis contribuíram para aumentar a resiliência do país diante das oscilações do mercado internacional. O cenário reforça a importância de investimentos em produção, refino e alternativas energéticas para garantir maior estabilidade nos preços e segurança energética para a população.









