Levantamento do IBGE mostra recorde de pessoas ocupadas, redução no número de desempregados e aumento da renda em relação ao ano passado.
O mercado de trabalho brasileiro voltou a apresentar resultados positivos no segundo trimestre de 2026. A taxa de desemprego caiu para 5,4% entre abril e junho, o menor índice já registrado para esse período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. O percentual representa uma redução em relação aos 6,1% do primeiro trimestre e também fica abaixo dos 5,8% registrados no mesmo período do ano passado.
Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o país alcançou um novo recorde de pessoas ocupadas, com 103,1 milhões de trabalhadores. Ao mesmo tempo, o contingente de desempregados caiu para 5,9 milhões de pessoas, uma redução de cerca de 718 mil em comparação com os três primeiros meses do ano. Entre os setores que mais contribuíram para a geração de vagas estão transporte, armazenagem e correios, além da administração pública, educação, saúde e serviços sociais.
Apesar do fortalecimento do mercado de trabalho, o rendimento médio real dos trabalhadores apresentou comportamento distinto. Na comparação anual, houve crescimento de 2,8%, chegando a R$ 3.738, o maior valor para um segundo trimestre da série. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, porém, a renda recuou 1,5%. Segundo o IBGE, esse movimento reflete o aumento da ocupação em atividades que exigem menor qualificação e oferecem remuneração mais baixa, o que influencia a média geral dos salários.
O levantamento também mostra que o mercado segue aquecido, embora especialistas apontem sinais de desaceleração gradual diante dos efeitos da política de juros elevados. Para os analistas, a manutenção do desemprego em níveis historicamente baixos continua sendo um fator acompanhado de perto pelo Banco Central, já que o aumento da ocupação e da renda tende a estimular o consumo e pode influenciar o comportamento da inflação nos próximos meses.
*Com informações de Agência Brasil









