A remissão do HIV voltou a chamar a atenção da comunidade científica após pesquisadores anunciarem dois novos casos de pacientes que permanecem sem vírus detectável depois de interromper o tratamento antirretroviral. Os resultados foram apresentados durante a Conferência Internacional de Aids, realizada no Rio de Janeiro.
Os dois pacientes passaram por transplantes de células-tronco para tratar doenças hematológicas graves, como leucemia, e não o HIV. Os doadores possuíam uma rara mutação genética conhecida como CCR5-delta32, que impede a entrada das formas mais comuns do vírus nas células do sistema imunológico. Após o procedimento, ambos interromperam os medicamentos e seguem sem carga viral detectável há 12 e 14 meses.
Apesar dos resultados promissores, especialistas alertam que os casos representam remissão do HIV, e não uma cura definitiva. Isso porque ainda é necessário um acompanhamento prolongado para confirmar se o vírus permanecerá ausente ao longo dos anos. Além disso, o transplante de células-tronco é um procedimento complexo, de alto risco e indicado apenas para pacientes que também apresentam doenças graves do sangue.
Com os dois novos casos, chegam a 13 os registros de pessoas consideradas curadas ou em remissão prolongada do HIV no mundo. Os pesquisadores afirmam que esses pacientes ajudam a compreender melhor os mecanismos de controle do vírus e podem contribuir para o desenvolvimento de terapias mais seguras e acessíveis no futuro.
Embora a remissão do HIV represente um avanço importante na pesquisa, os especialistas reforçam que a terapia antirretroviral continua sendo o tratamento indicado para a maioria das pessoas que vivem com o vírus, permitindo controlar a infecção, preservar a saúde e impedir a transmissão quando a carga viral permanece indetectável.
Com informações de Agência Brasil









