Gases do efeito estufa atingem níveis recordes na atmosfera, alerta organismo da ONU

Brasil tem maior redução de gases do efeito estufa em 16 anos
Foto: Canva

Relatório da Organização Meteorológica Mundial aponta concentrações elevadas de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, que intensificam o aquecimento global.

A concentração de gases do efeito estufa na atmosfera atingiu níveis sem precedentes em 2025, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (27) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). O levantamento alerta para o acúmulo desses gases, que retêm calor na atmosfera e contribuem para o avanço das mudanças climáticas.

O dióxido de carbono (CO₂), principal responsável pelo aquecimento provocado por esses gases, chegou a 426,8 partes por milhão. O índice é 53% superior ao registrado antes da Revolução Industrial, por volta de 1750. A queima de combustíveis fósseis continua entre os principais fatores que elevam a concentração do gás.

O relatório também aponta níveis elevados de metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O). O metano atingiu 1.948 partes por bilhão e está associado a atividades como a criação de gado e a decomposição de resíduos orgânicos. Já o óxido nitroso chegou a 339,1 partes por bilhão e tem entre suas fontes o uso de fertilizantes na agricultura. Apesar de aparecer em menor quantidade na atmosfera, esse gás possui alto potencial de aquecimento.

Segundo a OMM, parte das emissões humanas é absorvida pelos oceanos e pela vegetação, mas uma parcela significativa permanece na atmosfera. O documento também chama atenção para outros gases industriais, como os hidrofluorcarbonos e o hexafluoreto de enxofre, utilizado em equipamentos elétricos. Embora alguns desses compostos estejam presentes em concentrações menores, eles também contribuem para o aquecimento do planeta.

O relatório ainda destaca que vazamentos de hidrogênio, considerado uma alternativa energética de baixa emissão, podem afetar indiretamente o clima. O gás não aquece diretamente a atmosfera, mas pode interferir em reações químicas que ajudam a remover o metano do ar. Para os pesquisadores, o cenário reforça a importância de reduzir as emissões e acompanhar os efeitos das atividades humanas sobre o sistema climático.

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