Projeções indicam aquecimento intenso do Pacífico até o fim de 2026, com possibilidade de chuvas extremas no Sul e períodos de seca em outras regiões.
O fenômeno El Niño pode atingir seu pico em dezembro de 2026 e se tornar um dos episódios mais intensos já registrados. Projeções de centros internacionais de meteorologia apontam para um aquecimento excepcional das águas do Oceano Pacífico, com possíveis reflexos no clima de diferentes partes do mundo. Apesar dos alertas, a intensidade máxima ainda não está confirmada, e os dados devem ser reavaliados nas próximas semanas.
Segundo as projeções citadas no levantamento, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) estimou em 83% a probabilidade de o fenômeno superar os episódios mais intensos de sua série histórica, iniciada em 1950, entre outubro e dezembro. Já um boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), divulgado no fim de setembro, indicou 95% de probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte no mesmo período.
Os efeitos no Brasil devem variar conforme a região. No Sul, o fenômeno costuma favorecer o aumento das chuvas, elevando o risco de temporais, alagamentos e cheias de rios. Em áreas do Norte e do Nordeste, a tendência pode ser de redução das precipitações. No Centro-Oeste, temperaturas elevadas e períodos de baixa umidade podem aumentar o risco de incêndios em vegetação, enquanto a irregularidade das chuvas pode afetar a agricultura e outras atividades econômicas. No Sudeste, os impactos dependem da interação entre o El Niño e outros sistemas atmosféricos.
As consequências também podem avançar sobre 2027. As projeções citadas na análise indicam possibilidade de manutenção das condições de El Niño durante os primeiros meses do próximo ano, mesmo que o aquecimento comece a perder força. A evolução das temperaturas do Pacífico e das condições atmosféricas será determinante para confirmar a intensidade do episódio e seus efeitos. Por isso, os especialistas recomendam acompanhar as atualizações oficiais, já que a ocorrência do fenômeno não significa que todas as regiões brasileiras terão o mesmo padrão de chuva ou temperatura.









