Óleo de soja deve dominar mercado no Brasil com alta demanda por biocombustíveis

Foto: Canva

O óleo de soja deve se tornar a principal matéria-prima do complexo soja no Brasil em 2026, segundo projeção da consultoria Argus. A expectativa é que o produto alcance cerca de 74% de participação no mercado, ampliando sua presença em relação aos 70% registrados em 2025.

O avanço é impulsionado, principalmente, pela crescente demanda por biocombustíveis no Brasil e no exterior. Com a ampliação das misturas obrigatórias de biodiesel, a procura pelo óleo de soja tende a aumentar, o que deve estimular tanto a produção quanto o processamento do grão no país.

Outro fator que contribui para esse cenário é a valorização do produto. Nos últimos anos, o preço do óleo de soja subiu significativamente, passando de cerca de R$ 2,5 mil para mais de R$ 6 mil por tonelada. Esse movimento está relacionado a fatores globais, como conflitos internacionais e mudanças regulatórias que priorizam fontes de energia renováveis.

A demanda aquecida também deve elevar o volume de esmagamento da soja, já que o óleo é um dos principais insumos para a produção de biodiesel. Com isso, toda a cadeia produtiva tende a ser impactada, desde o produtor rural até a indústria de processamento.

No mercado internacional, países como Estados Unidos, Indonésia e Malásia também influenciam a dinâmica dos óleos vegetais, seja pelo aumento do consumo interno ou pela adoção de políticas que incentivam o uso de biocombustíveis. Esse cenário reforça a tendência de alta nos preços e na demanda global.

Apesar das perspectivas positivas, o setor enfrenta desafios. O aumento do custo do grão nem sempre é acompanhado na mesma proporção pelos derivados, o que pode pressionar as margens da indústria. Ainda assim, a tendência é de ajustes estratégicos para manter a competitividade e aproveitar o crescimento do mercado.

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