A presidência da COP30 iniciou consultas internacionais para construir um plano voltado ao combate ao desmatamento e à degradação florestal até 2030. A proposta busca transformar compromissos climáticos em ações práticas de preservação ambiental.
A primeira reunião ocorreu em Nova York, durante a 21ª sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, reunindo governos, especialistas, representantes indígenas, setor privado e organizações da sociedade civil.
Batizado de “Mapa do Caminho para Parar e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030”, o documento está sendo elaborado pela presidência brasileira da COP30.
O objetivo é reunir experiências internacionais relacionadas ao combate ao desmatamento, financiamento climático, governança ambiental e cooperação entre países.
Segundo o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, a intenção é oferecer um instrumento prático para fortalecer políticas florestais e acelerar a implementação de medidas ambientais.
A proposta não terá caráter obrigatório dentro das negociações da ONU, mas deve influenciar estratégias nacionais voltadas à preservação das florestas e ao cumprimento das metas climáticas globais.
O financiamento da conservação ambiental aparece como um dos principais desafios debatidos durante a construção do plano internacional.
Países em desenvolvimento defendem maior apoio financeiro e técnico para ampliar ações de combate ao desmatamento e proteger áreas de floresta nativa.
Entre os mecanismos discutidos estão financiamento climático, mercados de carbono, fortalecimento da bioeconomia e políticas de proteção ambiental.
A expectativa da presidência da COP30 é apresentar uma versão consolidada do roteiro em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, também em Nova York.









