O fim da taxa das blusinhas anunciado pelo governo federal provocou reação imediata de entidades do varejo e da indústria brasileira. Representantes do setor afirmam que a medida pode aumentar a concorrência desigual com plataformas internacionais e afetar empregos no país.
A decisão zera o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, mantendo apenas a cobrança do ICMS sobre as encomendas.
Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) afirmam que o fim da taxa das blusinhas favorece fabricantes estrangeiros em detrimento da produção nacional.
Segundo o setor produtivo, a medida pode impactar principalmente micro e pequenas empresas, além de reduzir investimentos e comprometer postos de trabalho no comércio e na indústria têxtil.
As entidades argumentam que empresas brasileiras enfrentam uma carga tributária maior e regras trabalhistas mais rígidas, o que dificultaria a competição com produtos importados vendidos em plataformas internacionais.
Por outro lado, plataformas de comércio eletrônico apoiaram o fim da taxa das blusinhas e defendem que a mudança amplia o poder de compra da população e reduz custos para consumidores.
O governo federal justificou a medida afirmando que o objetivo inicial da cobrança já teria sido alcançado, com maior controle sobre o comércio eletrônico internacional e redução do contrabando.
A chamada taxa das blusinhas foi criada em 2024 e aplicava imposto de 20% sobre compras internacionais de pequeno valor realizadas em plataformas digitais.
O debate agora gira em torno dos impactos econômicos da decisão, especialmente sobre o varejo nacional, o setor têxtil e a geração de empregos no Brasil.









