O forte El Niño deve ganhar intensidade a partir de agosto e aumentar os impactos sobre o clima em diversas regiões do mundo, segundo alerta da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU). A previsão indica temperaturas acima da média global e mudanças significativas nos padrões de chuva entre agosto e outubro.
De acordo com a OMM, o fenômeno pode agravar eventos climáticos extremos, como ondas de calor, secas, enchentes e incêndios florestais. A entidade também informou que está ampliando o monitoramento e o apoio aos países para minimizar os impactos provocados pelo avanço do forte El Niño.
No Brasil, a previsão é de que o fenômeno altere o regime de chuvas e as temperaturas durante o segundo semestre. Conforme nota técnica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), da Funceme e do Censipam, há mais de 80% de probabilidade de o El Niño permanecer ativo até o início de 2027.
Historicamente, o El Niño favorece chuvas acima da média na Região Sul, enquanto áreas das regiões Norte e Nordeste tendem a enfrentar redução das precipitações e maior risco de estiagem. O fenômeno também pode contribuir para o aumento das temperaturas e ampliar o risco de queimadas em diferentes biomas brasileiros.
Segundo o secretário-geral da ONU, António Guterres, o forte El Niño intensifica os efeitos das mudanças climáticas já observadas no planeta. A organização reforça que governos e sistemas de defesa civil devem se preparar para enfrentar possíveis impactos sobre a agricultura, os recursos hídricos, a saúde pública e a segurança alimentar nos próximos meses.









